A dor se encostou em mim, me colocou pra dormir. Muitas vezes foi ela quem me acordou. Muitas vezes foi ela quem me seguiu. Eu a cortei e guardei em todos os meus bolsos, por malditos 18 anos. [...] Aquilo que me dava medo, hoje me dá raiva. Estou de pé para qualquer atitude vingativa, mas eu ainda estou parada, sem saber como respirar. Cada golpe desferido em mim, cada marca em meu pulso, cada cicatriz em minha mente. Elas acordam, não me deixam em paz. Elas ressucitaram cada palvra. Eu as sinto, eu as observo, eu as escuto. Estão dançando pra mim... Estão orquestrando para mim... A sinfonia da destruição.